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Ah, vá! Garçonete de três braços pede uma mãozinha em nome de reajuste salarial 

Alice trabalha duro e nunca dá uma de joão-sem-braço pra cima dos clientes Reprodução/AcidCow

Alice Behrzonov, filha de imigrantes eslovacos, nasceu com um braço a mais que a maioria das pessoas. O membro excedente não possui traços residuais e é plenamente funcional, como os outros dois. 

Moradora do bairro do Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Alice começou a trabalhar como datilógrafa logo cedo e até hoje ganha dinheiro digitando grandes quantidades de texto para universitários, mas, profissionalmente, ela trabalha como garçonete em um bar do Leblon. 

No momento, Alice está afastada do seu trabalho porque encontra-se no meio de uma batalha judicial com seu empregador. O motivo da briga é que Alica se considera mal-remunerada frente aos atributos únicos que traz para o trabalho. 

Segundo ela, o braço a mais faz com que ela consiga servir mesas e anotar pedidos ao mesmo tempo — coisa que nem um outro graçom é capaz de fazer. Além disso, ela tem se especializado em preparar drinques e suspeita que tenha sido isso que causou todo o impasse. 

— O barman da casa onde eu trabalho tem medo de perder a vaga dele, uma vez que eu sopu capaz de preparar as bebidas com muito mais eficiência que ele. Só que não é este o caso: eu quero que eles me paguem o que eu mereço. Onde mais eles vão arrumar alguém como eu?

O dono do bar, o inglês Alfred Delaney, diz que vai continuar pagando Alice conforme ela foi registrada em sua carteira de trabalho e que, se ela quiser ganhar mais, vai ter que trabalhar mais — em horas, não em braços. 

Alice criou uma petição online pedindo atenção ao Ministério do Trabalho, mas o documento só conseguiu três assinaturas até agora — todas de Alice. 

*Atenção: o texto acima é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

 

 

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